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MENTIRAS CONFIÁVEIS

Embora pense em Soraia  e sua saia, e ceta, não chora, fica sério e recompõe-se na atalaia de um bom poema, onde esquece  a boca séria e vária, em que a água  o molha e mata as frases falhas, que a liberdade empurra junto aos galhos diários, em que o homem pousa  e mata,  faz-se escravo tira foto de uma vã ação,  que pouco o move, escreve e como escreve  embora pobre despejando  sua sopa filosófica num chopinho com ovos de codorna enquanto passa a marcha a história