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RISO PELA METADE

Que haja a Arte, tá bem? Que tudo aconteça Como para a estréia. Que a queda seja a jato Com final aos saltos Em cada lado Da instalação. Desculpe o jeito Com que me perco Em desculpas Depois que inventaram A desculpa. Ficou fácil Olhar de lupa Pra trás de Cuba- Tao? Desculpe os olhos As pálpebras Sombras- Velhas córneas Cristalinas Olheiras Perdidas Na moldura. Desculpe o sonho Desculpe o gesto Desculpe o riso Pela metade Desculpe eu ser Não-ser-par(t)ido Bem apartado. Desculpe o turno Desculpe o andar Desculpe voar D'asas vencidas. Que minhas mãos Sempre desgarram, Metade em roubos, Outra catando Sobras de arroubos. Desculpe a morte Da letra infecta Que me persegue Em falsa letra Como zumbi. Desculpe eu terminar Aqui. Desculpe a sede de ser eterno. Desculpe o meu verão de inverno. Desculpe eu não terminar Como eu te disse ao começar. Desculpe eu não parar de falar. As ondas batem nas rochas. Mas quem circula em meu lugar No Walking Dead? Desculpe o amigo Que bebe e fede. Desculp...