Tenho de acordar segundas, terças, quartas, quintas, sextas. Tenho um sábado e domingo para atuar com o coração desfiado. Em cima de alguma cadeira ou sofá lendo a parede. Seja parede-parede ou parede-rosto. Lerei somente paredes de alma que tragam riso nas dores da carne. O eu pensa em sua cidade sem e com ambições. O eu não tem uma revista onde possa degustar o ego e envaidecer-se de ter uma bela opinião inquietante. Nem leitores enxergando-o como um belo exemplar. Mas o eu sabe que sua cidade precisa para todos os cidadãos de segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados, domingos, com consciência suficiente para despertar o olhar pro barro e pedra do corpo.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA