Virgínia Wolf, após ler-se na carne de Orlando, foi sumindo ao longo do Rio Ouse; sem se conterem, as horas iam lentas como num filme de Tarkovski, com as gotas salsas na retina doce do rio. Sempre que um escritor morre, as horas choram infinitamente mesmo que ninguém veja. Mas com Virgínia inundaram a cidade, velhas demais para se controlarem, velhas demais para o espaço das coisas. Pra que esconder sentimentos? Cronos já estava morto.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA