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LAMA NO FÍGADO

Com coisinhas simples O acaso borda esta poesia. Um canto de pássaro, uma folha outoniça, uma ave-maria num canto espalhada, um sonho amarrado de esperança antiga, um sorriso curto em velha canção, uma dança solta na memória leve, um abraço velho ao pé da infância, um canário belga desenhado em livro, um violão quebrado, um nome pausado, um chopp entornado, uma dor no cenho de arrogância e rede e um sol que abriu quando me falaram que morreu um mar de lama no fígado.