Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo ardentes da aurora

TALVEZ QUANDO ME AMARES

Vens, talvez num trem, talvez no ar, no mar, e o aguardo é eterno, mesmo porque não é no real que te espero. Aguardo-te no incriado, no antes do real, antes da criação do abismo das águas, antes da nomeação de todas as coisas, antes da língua da existência se estender ao Todo. Vens, talvez, a te arrastares no tapete, ou a me mostrares a última canção das feras, ou quem sabe, ainda, pendurada no lustre, a declamar odes ao enredar do corpo e a citar as cores mais ardentes da aurora ...