Fulano pediu que fizesse um poema a que ele entregasse a uma tal de Alguém, uma com um reino em cada lado do sorriso, e com o dom de paralisar com o perfume aos machos mal saídos para a puberdade; fulano queria que ela o louvasse como a um bom amante e eu escrevi como se eu o fosse. O poema que fiz deu resultado. Estão casados desde ontem. Ele bebe como um porco embora belo. Ela gosta de palavras bonitas, que não são dele. E eu estou só fazendo flexões de chopp E mal riscando as mesas maltratadas. E ele com o poema que fiz obteve um teto, Grana e vinte reedições e deixou a tal de Alguém Para Ninguém afogar no mar de Camões. E com meu poema ele multiplicou seus herdeiros Em cada país do Ocidente. E eu que não aprendi a multiplicar me espalho riscando mesas maltratadas.
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