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Mostrando postagens com o rótulo de minha alma

CARNE DE MINHA ALMA, OUVI-ME

Carne da Minha Alma, ouvi-me!  Vós que suais todos os meus cansaços! Vós que sentis todos os meus tremores! Ouvi-me! Vós que estais fadada a sentir e a ressentir e a dessentir as peles do mundo! Vós que passais largo tempo cheirando todo o pó das incertezas! Vós que roçais paredes, muros de linguagens, ocultas e claras! Vós que sois o amparo de meu logos/ossos! Carne da Minha Alma, ouvi-me! Vós, que encho de cuidados contra acnes de mágoas, feridas de anseios,  vitiligos de ódio, manchas, gorduras de sadismos cruéis, beliscões extremos de invejas, fedores humanos! Vós que me encheis de esperanças tolas de que um dia sejais eternamente limpa e sem fedores!  Carne da Minha Alma, ouvi-me! Vós que gemeis de anseios, de dores, de sede, de fome, oriundas da dúvida nem sempre livre, nem sempre pura, nem sempre impura, de que existo! Vós que vos encheis de infinitos ante o toque da Poesia do Universo! Vós que tendes vontade de Viver depois do ...

SENTIR PARA O FIM DO MUNDO

Os músculos doem do sentir que se virtualiza  na tela de ossos. O ser que já apagou  absolutos de pensar teima em deitar  fora dos relativos no entanto. Hoje, o tempo está morno.   Os músculos de minha alma por serem do espaço interior sentem metas vítreas. Há sentir suficiente aí para o fim do mundo.

SORRISO DA CHINESINHA

Ela mora ao sul do meu arrozal, é chinesa e ri com face estival. Com o seu sorriso, faço nalma um mar e singro sem medo para ao todo amar. Se ela soubesse, por mim sorriria? Não, não vou falar, risco eu correria. Ela mora ao sul do meu arrozal. E é de minha alma razão principal. Um dia lhe conto... E se ela casar? E se o amor matar-me antes de a encontrar?

ESPINHOS/ESPELHOS

Cultivo estes espinhos desde sempre. Neles, traços da pele de minha alma. Bebo do sumo destes espelhos quentes. Como do miolo destes espinhos salsos. Escrevo com estes acúleos. Tomo banho com estes espinhos. Enxugo-me com estes espelhos. Com os cacos raspo as feridas. Surpreendo-me com a rosa Que acima dos espelhos Quer me envenenar com a cor De um jardim cinza e moroso.