Tenho um livro que fala pelos cotovelos e me enche o saco com sua fórmula de se fazer um poema. Escolher o tema, um. Escolher as lavras. Depois deixar na gaveta. Passar vinte dias. Passar um mês. Se quiser até Passar muito anos. Tenho uma lagarta a atravessar angústias, emoções sem razão e o contrário. Vive a abrir a gaveta como se abre um forno. Tem cabimento isso? Por isso que eu só leio livros como a uma borboleta que passou no século retrasado, me beijou e abandonou-me.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA