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COMO NA IDADE MÉDIA

Um mundo um tanto torto. Houve três mortos ontem. Nossa corte em sangue. Mas poderia ser ali o corte. Poderia até ser ali. Saí pra comprar pão sem sorte. Segurei firme as fortes correntes. Apertei firme as moedas lerdas. Encolhi firme o pescoço solto. Os buracos não davam receio. O cheiro do lixo no seio de Brasília Sempre chega aqui. Lata de mijo de permeio no Planalto. Como na Idade Média, feia. Vivemos idade cheia, violenta e sacra. Contratam sereias assassinas na rampa. Em resumo, comprei o pão caro. A padaria estava iluminada pela TV. O dono, uma máscara de capital e medo.