Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo fim de mundo

AMANHÃ

Diz a alma: amanhã é outro dia. Outro começo. Outro fim de mundo. Todos sabem, pelo menos a maioria. Se perdermos o amanhã? As perguntas são simples. Sempre serão simples. O poema é simples porque pergunta. O poeta a mesma coisa. Porque é o poema. É simples porque tem a pele verbal inquieta. Eu tenho uma pele que parece simples. Sangra seiva. Foi com minha pele que defendi a indefensável morte. Que professei religiões que justificavam meus culhões. Que professei religiões que justificavam acima dos meus culhões. É com a pele da mente que escrevo de mil formas. Mente a alma. A alma me é ente. Mente?