Vejo se há balas no refrão, Se o gatilho foi na exatidão, Se o verbo está de prontidão, Se na estrofe tem pouco tesão, Se a amizade vale a ação. Sempre a alma miro e tombo o corpo, Que em ricochete finge o sono, De novo, de novo e mais de novo. Sempre fui ruim de tiro e torto O tesão do verso bole o morto. Agora, tento ter classe no jogo? Mas sempre andei como albatroz no fogo. Sou pouco obediente à marcação. À morte sempre dei meu verso gordo. Embora gemedor por condição. Um dia atirei um eu te gozo pra sempre Nos olhos de fêmea-paisagem. A carne estava verde ao luar. Bom para o tempero de deitar.
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