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O SENSITIVO POEMA

No teu corpo transitivo tua alma inenarrável, Lúcia, simulando o infinito num finito apalavrável. Antes e após a escrita, há um espaço pranteado por nunca ficar quieto de ti. E na testa em que te escrevo o que foi de ódios, amores, derramam em tintas, mãos e trejeitos. Todos os átomos sambam signos nos eixos em caminho para a alma. Louvores à tua alma   que dedilha o ser do todo disto aqui, despertando anãs brancas nos olhos de Deus.

AO MAR DE TI

No mar de teu ser Todos os peixes deitam E são tubarões Os mestres do Amor. Antes e depois de teu mar, Há um corais em prantos Por nunca mudarem de cor. E no mar de teu todo Sedentos amores nadam Em coloridos ódios fractais. Os teus átomos imitam Faces de deusas lunares. Evoés à tua alma que pode sentir, tatear a nudez oceânica de teu sexo que morde o espírito só.