Vens no rastro das coisas permanentes no côncavo da tarde com manhãs de amor embrulhadas, que depositas na cadeira de ouro do descanso. Teus cabelos inventam espaços cachoeirando cachos pintados de infinitos eternos. Vens no fugidio do tempo trazendo cacos de espelhos em pétalas, pedaços de ser antigos que preenchiam vasos de lua. Teus cabelos são salmos narrados pelo luar na quilha das caravelas atemporais, onde descobertas dão paz. Vens acalmando veredas e acelerando os córregos, dando tremor às rochas, curvando os lábios dos ipês, e ainda está longe a vindima anunciada na esquina do útero, enquanto uvas te espremiam.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA