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CARTAS DE JAMES JOYCE

Era dia dezesseis De junho de zero quatro, mil novecentos e quatro. Primeiro encontro de Joyce. Ia o seu pensamento Veloz no perfil de Nora. "Bloom Bloom Bloom, Sinto as tuas intensas partes de carne e ciência, mexo em teu árdego ventre, faço teu rosto em fogacho de olhares loucoimensos", escreveu o JAMES JOYCE à sua esposa em libido. Quem é ele, tu me indagas? É Joyce, o James Joyce! O que escreveu Dubli...dubli... Nonsense? Algo assim. Cantou tanto a sua amada, Poliu su'inflada planta Que ela ao sul bem regava Pra doces toques diários. Rubi rubro dilatado, Tomate em carnal salada: Mata cheia e delicada! Para o seu James Joyce, Que escreveu p'rela destarte: "Como a sua 'coisa' cheira em Teu corpo suado e forte! Não há nada que eu mais queira! Lambo-te toda ao comprido, Mordo-te as costas-recheio!" As cartas do escritor Falam coisas cabeludas Pra Nora, sua tesuda Esposa meiga e querida... O amor? floresta muda De...