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AMOR PELAS MARGENS

Quando meu corpo morrer no teu. Quando minha alma nascer no inverno. Quando meu corpo morrer incréu. Quando o ser meu morrer no breu. Quando tudo for de mar e aurora. Quando ouvirmos sinos sandeus. Quando os rios nos fluírem antes. Quando as águias cobrirem cimos. Quando o jacaré abrir a boca em flor. Quando as plantas conversarem. Quando o amor deitar no Todo. Quando as placas se amarem. Quando as pedras se enfrentarem. Quando os pombos panificarem. Quando o teu rosto for de osso. Mesmo assim o Poema Esperado Cumprirá a Profecia de florir As margens da aldeia  Dos anjos rebeldes.