Atravessa a avenida. Susto. Tropeça. Pressa. Tremem os óculos escuros. Risos no som de seus gestos clarificam o asfalto e suas flores. Seu vento doce não atrapalha os átomos do sangue à volta. Ontem ela se distraiu e bronzeou de beleza as faces do asfalto. Guardei na memória, por isso atropelo agora os olhos e digo "ação!" para o recomeço: A lua reluz o sol de novo na alquimia do ouro interno, de novo o asfalto em flor dançante ao flautim nas nuvens.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA