Na sala de não-fumantes não-fumo minha cidade que teve muita fumaça em sua vida. De vez em quando, escapa Para um cantinho E fuma um tiquinho. A perdôo porque é barra tentar parar. Não-fumo minha cidade mas a vejo em névoa londrina. Um pouco de aço, um pouco de fertilizante, um pouco de pó aqui, acolá. Vejo um cachorro e um menino e o menino sou eu e o cachorro não é meu, apenas nos encontramos e seguimos um olhando pro outro, a dizer pelos olhos que vai ventar pra caralho. Mas eu mesmo estou de longe, adivinhando esse papo e não-fumando minha cidade na sala de não-fumantes deste mirante inventado.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA