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POESIA COM COLESTEROL

Confesso que não cheguei  A dizer tudo, Quando disse  Um pouco do que me veio.... Confesso que cansei... Mas, vejam, sou das selvas verbais. Não caía bem o nada linguístico. E quando falo pouco, o verbo é longo. A vítima tava ali à mesa. Ostentava um lindo ventre/mar. Nunca vi coisa mais linda.  Minha quilha acelerei.  Afundei. No ventr'amar de Melpômene. E gerou-se a Poesia Com Colesterol.