Penso na minha poesia como se não existissem outras; e eu nunca fui bom de morte como sou de vedação da alma vazante; sei fazer uns bons amigos, um bom café e tenho um bom par de inimigos (mentira) que não sei onde estão, talvez olhando aquele poema de amanhã que lhes dá hoje asco e afã; Penso como se apenas a minha morte comovesse ou estremecesse ou importasse ao bóson lá na casa de Higgs. Penso que tem de ser rápida a limpeza. Que não quero deixar tripas espalhadas nem sangue em postas poças. Feito zumbi de seriado americano. Por prevenção, comprem um machado, pois para um zumbi poético morrer tem de ser cortada a cabeça do poema...(se tem pés não pode ter cabeça?). Um cão com jóias chamado Pacto de mancha negra n os olhos começa a escrever a minha história sem sal.
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