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SERVIÇAIS

Fulano me odeia. Sicrano me xinga. Beltrana me penteia Os joelhos. Que eles ajam Mas sejam inominados Como poeira ao vento Que nos olhos cisca, E nas ventas colhe O fermento do ar. Mas Fulana me ama, Sicrana elogia-me, Beltrana me ergue pelas orelhas e me serve seus mamilos numa bandeja com lábios

QUANDO ESCREVO

O equilíbrio? Sei lá eu. Se o encontrasse, pararia? Pois o mundo já pendeu, E esta tarde está fria, E inclinada um tanto, E, quando escrevo, Escrevo num ângulo De trinta graus, Bêbado de signos