Pular para o conteúdo principal

Postagens

POEMIUM TREMENS NO TAPETE

P asso os pés no tapete desta hora, em verdade é o minuto que me invadirá em hospitalidade oferecida  pela noite Há  uma  lâmpada queimada no quarto, um pássaro infinito, um resto de ódio eterno, falastrão como meu pensar nele, e uns mosquitos embaixo do escuro fazendo coro, o corifeu é uma cadela preta com óculos que chamamos de Aterp e que fala au au Há pássaros de medo e eu não sou simples com poemium tremens Aterp está caçando como um lobo antigo, os fatos também caçam-me abaixados nas contas de luz e de água

ORDENS ORLADAS DE CAOS

Lavraram ordens orladas de caos Ferindo-o E ele piscou uma gotícula De sofrer com flor e música

TREMOR NA ALMA DOS PASSOS

Bagunças, bamba, os átomos à volta E cismo-te a tremer a alma dos passos Curvando a música bem alto, danças, Silenciando as vozes do solo e dos céus

DISFRAGS

Prestar atenção ao parto Que o dia faz e disfarça. À procura de fragmentos Que dê em palavras-alma. Sempre o sonho Rachado em seus átomos. E o desespero A ajoelhar no ápice.

PUR SI MUOVE

Em meu coração cavalos negros pastam capins de dia. A fome aumenta no mundo, discursos fascistas se vestem nos shoppings. Estados Unidos têm bases de hambúrgueres entre nós. E a poesia move um milímetro, mas move, pur si muove.