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DA ESCADA AO RÉS

Apenas  inspirar pela boca  da escada ao rés desentarde(SER) subindo errando o degrau certo e certo errando inacessível a receitas para o topo s e r  (sendo/subindo/descendo/estando) expirar  pirar queimar-se

CASCAS

Tenho umas metáforas, Cascas desta ânfora, Festas desta ágora De verbo e palavras, Deste real, destas perdas. Contra as duras órbitas Do orbe oriundas. Um poema não é fácil. Contra as minhas cismas Contra o giz da máscara. É nelas que lavro E assinalo o ninho E escavo a cova Pro sono da dor

DESEJOS DE VIRTUS-BYTE

O espaço a devorar Aperta-nos de abismos, Invocando sedes e redes: Tumbl, Facebook, orkut, Fornecendo respirar efêmero E risível ao Jogar almas contra telas, Despertando polutos consumos: Desejos nos virtus-byte-troncos. São o tato da pseudo-vida: Veloz atrito no "saite" extra Fazendo íntimo abismo e Acaba que criamo-nos Navios frágeis contra as pedras.

DESPELANDO O SER-PELE

(poema de 2011) Quero tirar-te Dos meus ouvidos. Por isso estas orelhas-toco. Quero tirar-te do meu juízo. Por isso o poema Me estoura o oco. Quero tirar-te Do bem-olhado. Por isso a íris que furo agora... Sou violão em desfalque? Quero tirar-te Da minha pauta. Da pele quero despelar-te. Por isso os ossos Que intimidam. Quero tirar-te da minha boca, Por isso fechei-a com a fome. ...Mas como esquecer o pleno Pensamento onde estou Se tenho um falso conceito Onde uma idéia morou?

SEU OMBRO

Seu ombro tangido aos ferventes Magros deuses sem afagos. Seu rosto - lança desfechada No alvo das dormentes águas. Seu corpo em finas teias, Preso nas garras do relógio, Seu corpo estufando areias, Instando barros, escolhos.

BALA PERDIDA

O vento com  pés de amor-bala-perdida. E mais chuva,  encharcando as asas dos pensamentos com fone cinza. Quando fiz este poema não havia celular. Mas o anseio sempre foi um bocado de terra, Onde desenhava aos sete anos No local onde hoje não-é A Associação. Lembro da menina. Ainda a desejo. Tinha um probleminha na orelha. Perdi a chance de mordê-la.