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A CORRIDA COM OUTRAS VOZES

Foi-se a voz de infância que eu tinha. Perdi ali no rio. Caiu quando me abaixei. Foi. Quando me abaixei pra pegar a bola. A bola ficou  adolescente. Fugiu ali pra ilha do futuro. Quando corri sem ligar ao que vinha. Quando corri para ganhar a láurea. A corrida com  as outras vozes,  Na areia movediça do sovaco de Deus.

O MENINO DIZ DAS POMBAS

O menino diz que as pombas  é que são superiores. Sempre aqui na praça. Seus olhos são sempre piedosos. Quando os homens pararem, as pombas. Elas construirão um novo mundo de pães. Os homens tomarão seus lugares nas praças. E terão muitas migalhas.

QUANDO ELA DEU ÁGUA

Quando ela deu água para ele beber, naquele poço que ficaria marcado  como conto infantil, imaginou que os olhos dele eram dois pássaros desinteressados, mas quando os viu abrirem as asas em cicatriz se apiedou e se despiu

MAS REVIVENDO

Brincadeiras estalando. E a pequena criança brinca de polícia e ladrão, levando e dando tiros, mas ressuscitando... À volta muitos aviões sátira ao real drogas patrões escolas gente boa gente ruim com céus limpos ou borrascosos.... Tiros voam como pássaros definitivos.