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O DES MATA

Na tela, desumanidades  zumbindo. A platéia é fantoche e ainda dorme acordada  esperando a moto com a droga delivery. A mão de um monge dobra  e se agarra à luz do foco. O Fulano Fu acorda a buscar  suada substância na luz que acaba. Um personagem de canto  não quer acordar. Sonha na Tela. No papel, a busca do Além-Território. No País Onde Enterram Direitos, ofertam pros Reformados Santos códigos sem benzimentos. Punem por amor. A Tradição do Des do In prossegue legal  nativa impermeável . O ator sobe na carroça.

PAREM OS DIÁLOGOS

(Parem os diálogos!  - Me passem aquele espetáculo  que está no outro lado da mesa?) - Mas é cozido de agora! - É. E daí. Máscaras Dada colam-tecem no palco olhares de vista fina  e cheiro de banheiro de suja pastelaria com um odor de esperma em corpos sutis com curvas como sinos e ouvidos lendo olhos ouvindo  nádegas museólogas de Velhinhas Lúbricas e Sapecas que cozem na cozinha aquele espetáculo,

EU QUERIA TE DIZER

Eu queria te dizer. Te observei  de um penhasco real ou de um fosso de papel desenhado por Crisântemo, um empetalado japonês, olhei um pouco abaixo de  onde há um anão gigante com safadeza nos olhos: eu, a te comer, Cleópatra, perdido numa revista de Carlos Zéfiro, de um museu antigo onde entravam poucos. A revista - um alçapão onde há desenhada uma nota musical que fode todas as linhas da pauta.

VENTO SALSO

Por vezes, voam palavras autônomas, quais aves-peste espíritos libertos, e deixam a sensação  de atravessar vitrais de vitrais  dentro de vitrais. A vida sendo doída face de igreja cariada. Há em mim o fervor de tecer religiões, destruindo-as depois. O caminho que sigo parado dá para um bar no lado onde a poesia é torresmática  servida com ovo cozido, e o espanto tem cheiro de alma com seios de santas de vitrais em movimentos sexuais.

TV RUIM

A TV fica ruim de repente E o primeiro canal Só aparece farsante, debaixo Insinceramente, do edredom. Baleando o amor à queima-roupa, Mostra a pele rasgando. A Morte lança dados. Conta os óbolos. Começa de araque, depois Não dá mais bolo. Temos Outros iraques no edredom. Balas com confeito de orgasmo.

DERMENETRAMO-NOS

Quando os primeiros balbucios  marcavam o prefácio do livro no início do opúsculo,  envenenados por editais infames. Quando gozos sem medida fugiram dias, anoitecendo-nos, nós ficamos, adaptamo-nos, e lançamos mão de nossa aliança, com todo poder concedido por nossas mães selvagens, amaciando as asperezas do abismo, equilibrando, num caminho de estar juntos, um pouco depois do calor das  pel/avras pelando elos, quando,  amada,  poemenetramo-nos, eternos.