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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

DE QUATRO EM QUATRO ANOS

Hospedamo-nos no barco do dia.
Sentimos o cheiro dos fétidos canais.

Sentimos o cheiro dos peixes perfumados.
Conversamos com as sardinhas da limpeza.

Os tubarões pegam todo o dinheiro dos pescadores.
Vez em quando, de quatro em quatro anos, nos comícios.

Por vezes, um tubarão se une a outro.
Gostam de santinhos, tem mesmas barbatanas.

O cheiro do peixe não nos matará, embora.
As urnas estão cheias de águas-vivas a longo prazo.

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