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sábado, 29 de dezembro de 2012

FURÚNCULO NO TEMPO

Sinto que este tempo zomba.
Zomba d'eu que sou patético.

Zomba de mim mal soando.
Parou aqui o poético.

A faca suspensa no ar.
A colher quase no pólen..

Este segundo parou.
Parou mas não quer o solo.


Zomba d'eu este segundo.
Como posso além chegar?

Como posso lá beijar
Se cá resto, infecundo?

De tanto para o tempo
O poema tem furúnculo.
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