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sábado, 29 de dezembro de 2012

ONDE DONA CHEIRA

O olhar é sema ou meio
De amar não sendo e estando.
Ela me ama. Pausa.
Vou tentar saber a causa.
Ela me ama.
Ela me odeia.
Manterei o estilema?
Ela me odeia se estrilo.
Ela me ama. E me enfronha.
Vou tentar na aldeia o poema.
Ela me ama.
Ela me odeia.
Vou mas sei que.
Ela me ata.
Ela me ama. Então venho.
Minha alma está a prêmio.
Ela me ama.
Ela me odeia. Temo.
Não posso mudar de tema?
Ela me odeia. Cena.
Ela me ama. Sirena.
Sem tempo presse problema.
Ela me ama.
Ela me odeia.
Tem lábios de Iracema.
Sua carne é alma e ceia.
Ela me ama. Céus!
Paradoxo e emblema.
Ela me odeia.
Revel.
Sua atitude de ursa :
Ela me prepara o mel.
Ela me ama. Entendeu?
Arrulha-me como pomba?
Ela me ama.
Ela me odeia.
A raça dela é falena.
Sua pele é lisa e crespa,
Seus cabelos brancos pretos,
Tem seiões que são peitinhos,
É bem seca e redondinha,
Branca amarela e pretinha,
Pura raça e misturinha,
Bebe chopinho, sorve aguinha,
Tem a face em dieta
E tem a face gordinha,
Fuma cigarro com filtro
Fuma poluição poema,
Tem ela a ficha limpa
E cem anos de cadeia,
É tão gentil sua alma,
Tem todos no coração,
Anda em boa companhia
Eu sou sua maldição,
Faço vodu no seu dia,
Seu nome é imenso e dão...
Mas a sorte dela é grande...
Desculpe, errei a mão.
Ela me ama.
Amoela.
Parece atriz de cinema.
Ela tece a sua teia.
Ela me vê
E vomita.
Ela me ama com pejo...
Suas pétalas palpitam
São a flor da morte havida...
Não a minha, que mergulha
Onde a Poesia esteja
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