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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

É O TAL

Saiu no livro o poema trágico.
Olhei-o como se olha um estranho.
Tão presunçoso. Canastrão.
Não parece ser meu filho.
Nasceu tão terno e 
Agora está ali estampado.
Está tal imagem em simulacro.
Esperando elogios absolutos.
Esperando as abluções.
Não mais nesta alma!
Tem agora muitas outras.
Despem-no lá fora. 
Fazem dele o que querem.
De quem o fez falam mal.
Do poema não.
O poema é o maior.
Só por estar no livro.
Tem número de página.
Tem letra barroca.
Parece uma bicha louca.
E trágica.
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