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segunda-feira, 29 de abril de 2013

ESPELHO-TE NOS CALHAUS

Não adianta fingir claros,
Pois sou do escurecer.
Um tal chora frente ao espelho
Por ser eu a encanecer.

Esse sofrer espelhante
Como de alguém que se larga
Ao espaço reflexivo
Gera espinhos nas ilhargas.

Embaixo das ondas tento
Ser além do bem, do mal,
Dando infância ao velho lento.

E ao te ver bela, real,
Sei que tenho sorte. Sento
E te espelho nos calhaus.
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