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segunda-feira, 15 de julho de 2013

EM CARNE VIVA

Foi assim. Ele amou.
Comecemos sem delongas.
Ele amou com os dentes.
Bem depois notou
O amor sem pele.

Todo em carne viva.
Doía no encostar.
Mas era essa pele
um órgão vital
segundo os melhores livros.

Sem espessura cutânea,
não ocorre a regulação térmica.
Nem o controle do fluxo sanguíneo.

Não fede nem cheira.
Não começa nem acaba.
Mas é tão intenso
quanto qualquer amor com.
Talvez até mais, há ouro
nas suas células epiteliais.

Foi assim, ele amou
com prazer e dor.
E esqueceu do amor
que sofria em carne viva.


Porque era burro como uma porta.
Sem pele o sentido de sua vida.

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