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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

POESIA E COMIDA

Poeta faminto
não cria poemas.
Mas moendo um miolo
Já faz um grafema.

Poeta sedento
não segura o ser.
Mas se bebe orvalho
Versos faz nascer.

Um poeta em becos
Pode até criar
Se achar um seco
Grão para mascar.

Veja o poeta pobre
Com livro composto...
Mal come, pois cobre
Carne magra ao rosto.

Com sede e com fome
Só a morte vive.
Mais o poeta come,
Mais seu poema é livre.
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