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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CONFISSÃO DE MAR



Bela de qualquer maneira,
de milico ou paisana,
do tempo à noite sorrindo
ela surge e o sol se engana

E a praia ganha sentido,
seus olhos revelam mudas,
faz delirar brisa e vento
e faz do sol fala surda

Pensava eu nestas ondas,
quando ouvi passos corridos,
as conchas brilharam tanto
que fiquei cego do ouvido

Numa tenda, ela olhava
os preços dos petisquinhos,
seus olhos tão redondinhos
estrelas irradiavam 

E ela passa passa passa,
quando a alcanço se vai
levando em si toda graça,
agitando as ondas mais

Mas há promessa em seus olhos
de a esta praia voltar,
quanto mais a penso, creio
que esquecerei de ser mar
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