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sábado, 18 de janeiro de 2014

SOBRE TOPADAS E ARTES ANTIGAS

Lembro da camiseta em tinta látex.
O que quis com esse gesto?
Um dos times era de camiseta vermelha.
Peguei o látex e passei na camiseta branca.
Ficou dura como armadura.
Lembro de atravessar o vidro
E a Idade Média
E banhar de sangue o chão.
Uma moça chorou por mim,

Donzela negra no Schmidt,
A carne talhada em rubis
Queria apenas ultrapassar o vidro
E seguir Mestre Rangel Simões
Mago dos Livros Moventes
A topadas no campinho da lira.
Muitos não viram minha armadura.
Mas Airinhos sabe, ele e seu pai,
Sábio de Cuipaitaã, onde há
Uma pitonisa ou vestal solar
Naquele mendigo de ébano.
Sua bengala não divide o Mar Vermelho
Das indiferenças.
Tudo mundo já disse isso.
O tempo passa e ninguém muda.
Lembro de adivinhar triângulos
Debaixo das saias das moças.
A tenda crescia sem cerimônia.
E não havia dunas que escondessem
Minhas vergonhas...vezes as esfreguei...
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