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sábado, 15 de fevereiro de 2014

NÃO HÁ DISFARCE OU FUGA

Espelho falador diz que envelheço
Nos sulcos que me rasgam meio rosto,
E a mim só me resta ficar mudo
Ou rabiscar o espelho, este encosto.

Não sei se possuí fartos cabelos
Ou pele lisa como pista em neve,
Só sei que me faz medo este reflexo
Que me toma de assalto e ao tempo mede.

Amada esposa, a sede em mim alcança
O teu amor, que é sol à vida breve!
Amadas filhas, apressada é a dança.

Acoberta-me agora a densa neve
Da moldura do espelho, que descansa
A mastigar-me, enquanto o tempo escreve!
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