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segunda-feira, 14 de abril de 2014

DEI MINHAS PALAVRAS A FULANOS

Fulano pediu que fizesse um poema
a que ele entregasse a uma tal de Alguém,
uma com um reino em cada lado do sorriso,
e com o dom de paralisar com o perfume
aos machos mal saídos para a puberdade;
fulano queria que ela o louvasse
como a um bom amante

e eu escrevi como se eu o fosse.
O poema que fiz deu resultado.
Estão casados desde ontem.

Ele bebe como um porco embora belo.
Ela gosta de palavras bonitas, que não são dele.
E eu estou só fazendo flexões de chopp

E mal riscando as mesas maltratadas.
E ele com o poema que fiz obteve um teto,

Grana e vinte reedições e deixou a tal de Alguém
Para Ninguém afogar no mar de Camões.
E com meu poema ele multiplicou seus herdeiros

Em cada país do Ocidente.
E eu que não aprendi a multiplicar me espalho
riscando mesas maltratadas.
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