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sexta-feira, 20 de junho de 2014

PAI CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA reelaborado do original em 28 de abril de 2012

Naquele dia, pegou a armadura,
vestiu-a, arrastou
a besta, a lança, o estandarte,
a espada branca e foi à guerra
com sua montaria de guerra 67

marca chevromed.
Não levara nada no vento
além da rouquidão de seu motor
para outra conquista dos SR.
Costumava erguer seu espírito de aço
numa espada forjada em duros tempos
quando os primeiros Andantes voavam
com seus carros xexelentos.
Queria seu filho moldado na guerra
pois só entendia o sangue da luta
e a bandeira da tribo que estava empoada.
Um dia, ele voltou da batalha
com dúzias de crânios num colar
e viu seu filho com os moinhos de vento.
Para o pai, o filho abismecera,
e fez-se dele então Juiz-Demônio.
Julgando o próprio filho,
não percebera o cinzento cão
que o consumia.
Crucificando o seu rebento,
seus pés e mãos sangravam
os carvalhos antigos.
O pai morreu com febre dormente.
Mas o filho guardara de outros tempos
um pedaço do aço de alma
do próprio pai
semeado em cordel de cavalaria
onde encontraria a primeira lâmina
que usaria para separar a ausência
e semear em si
a ressurreição do pai,
ao saltar da cruz para o poema azul.
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