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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SONETO DO SILENTE AMOR

O Amor encontra fala que o expresse?
E a fala que o expressa mede a Alma?
Será o atroz silêncio o que mais tece
O Amor de duas mãos que bem se espalmam?

Profundo é o rubor que atinge as nuas
faces cujo amor preenche o olhar,
tornando vã a fala que insinua
saber bem mais por verbos manejar.

Sempre temi palavras sobre o amar
Que mais profundo é no estar calado,
Amando, sem falar-nos, a tocar.

Que o amor sem fala é mais falado
Pode-se comprovar no nosso olhar,
Que escreve e lê no vão silenciado.






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