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sábado, 24 de janeiro de 2015

RONDA O POEMA

O poema ronda,
Mesmo quando em sono,
Vem como uma sonda,
Fundo, verrumando

O poema é fundo,
Mesmo à superfície,
Fácil na difícil
Arte em que persiste

Nossa alma abre
Como fosse pele,
Aderem no espaço
Dez dedos à verve

O poema solta
Fogo e água, dura,
Mole massa molda,
Rija, quando apura

Fala o poema e é mudo,
Desnuda e é retalho,
Brande arma e escudo
Pra internas batalhas




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