Pular para o conteúdo principal

DE MINHA LAVRA

De minha lavra
martelo perverso
intrigando a fábula.

Eu me espero
nesta gigante solidão.
Com fragilidade nos dentes,
devoro frases selvagens
cariando de ouro a boca.

Como só me encontras
nas nuvens da fábula,
permito que me vejas,
deste galho frágil onde pousas,
linda como o canto das palavras
chamuscadas e vivas.

Comentários