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ZECA

Movem-no, modelo urbano. Ante o novo Sinédrio E suas guilhotinas, Zeca passa frio e não nota que Azeda sua marmita em zinabre Enquanto dá seu obrigatório voto. Não entende o Poder. Não entende o bulício. Mas ele sente as marteladas na flor. No jornal que esfrega, Há sorridentes homens De bundas cinzentas.

O TEMPO A VIDA E O MOTOR

Eu não sei se tenho isto a que chamam paz de rei; não é bom reino tranquilo, isto eu sei...tá bom, não sei. A paz é pra vida de um que muito de si já deu; já muito ralou nas pedras, caracóis-medos sofreu. A paz na alma é que arde, não dá jeito no morrer a posse do Mestrecard. O tempo faz reverter? Não conserta, só enferruja O motor que move o ser...

ENGANO FÁCIL

Ultimamente me engano facilmente. Jogo pedras nos rins como dor lombar. Os cabelos nos ombros das idéias. Livros amarelos rasgados. Cheiro bom de sebo. Sempre perdido um pedaço de estar. Sempre a cadela metafísica late para a morte. Acelera com seus latidos meus pés de galinha.