Pular para o conteúdo principal

Postagens

PROVOCAÇÃO LÚCIDA DO ARTIGO O

Provocar-te a lucidez É acordar -me em ti. Teu curvar Curva o espaço E torna de flor o finito. As Mulheres que trazes dentro, De memórias em fluxo perpétuo,  Foram feitas para que febres? Poderíamos deitar, Tocar no desamor outra vez. A que percebesses meu estame Onde roçaste teus óvulos. Mas agora quero o café. Eu posso fazer um poema Enquanto te anavalhas. Sei que não notaste  O Deus que te impus Acompanhado  Pelo artigo definido  Masculino O. Como provocar-te a lucidez?

QUÊ DA TRAMELA QUEDA

Estou farto e imploro. Sou Fausto em poros? Onde está a alma? Mistério a sós do corvo Da Morte? Na porta falha Quê da tramela Queda. Há primavera-vida No inverno-eu? No branco coração do verbo, Queimam-me águas vivas. Afogo as artimanhas da frase Logrando os log(r)os delas. E assim, sigo a saga, Cego aos limites dos críticos? Estou cicatriz de razão? Mefisto ou Me-Afasto É jogo de palavras?

OS MIOLOS DA ALMA

Uma grande dor daquelas apocalípticas elípticas críticas míticas sifilíticas císticas A carne saiu pra fora com os miolos  da alma frouxos de carne e meleira doideira nojeira tranqueira perto nenhuma enfermeira  rameira bombeira Os ossos furando os tecidos monstruosa visão aterrorizante estranho choque supernatural apocalipse zumbi foda Então, a alma saiu, melada de sub-canções com fragmentos de ossos de sonhos curtindo na cara dos outros demoníaca simpática infame sorrindo estúpida insípida indelicada delicada chorosa  bonitinha sensual Saiu e voltou, tímida

GRANDE CARA

Prometeu foi um grande cara. Filho de Japeto, irmão de Epimeteu, o que se metia em tudo, falador. Um dia foi de encontro à vida. Hesíodo e Ésquilo me esperando para tomar um suco de uvas. Garantia às viúvas isso. Uvas vi. Sem ele, eu não me enxergara. Também roubei a merda dos deuses. Adubei com ela minha alma, por isso vomito até agora estes versos na cara de alguém. Bebidas fortes amor e ódio. Não pegaria em teus orvalhos. Quando ele deu a luz aos homens,  não hesitou.  Prometeu? De vez em quando, eu levo uns cigarros pra ele. O abutre dá um tempo e vai molhar o bico, tirar a água do joelho. A madrugada tosse feio. Prometeu, cumpriu, Embora a ilusão.

OUTR(OFF)

O nome é Vida. E é superior a qualquer infâmia. A humanidade segue. A política segue e persegue. Neste momento, este poema Sofre retaliações de mim. São meus olhos que o perseguem. Tento não pensar na realidade. Mas meus pensamentos não são reais. Na vida, uma estrofe Não tem nada a ver com a  outr (em off).

NO TEATRO ELA E A MÃE

Distraída, uma criança  olha as luzes do teatro. Anda sobre o tapete,  tropeça, quente fato. Sua mãe, deslumbrada,  olha as luzes do teatro. Parada na poltrona,  sua. No palco, a vida e a morte. Na vida, o palco da morte. Na morte, o último ato da ilusão da vida. No tapete, o registro da semente,  enquanto o início e o fim se alastram em torno, aos tropeços.

AO INGLÊS LEONARDO SÓ

Faz tempo não há poemas daqueles que tu criavas. A situação não mais a mesma. Eu sei, eu sei. Não mandas mais poemas para responder à altura. A situação... Eu sei. É duro sentir que a tela falta. Há problemas na transmissão. Quarta dimensão, eu sei. Me lembro de seu desejo por mais livros. E das mulheres presas em sua memória botando sorrisos no varal pra tu roubar de novo. Tu, um inglês da mulesta que detestava chá. Tomaremos café em sua memória. Sacanagem? Ah, estamos treinando alguns poemas - piadas para soltar ao vento. Com salgante, veja. Adoçante jamé, né?