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TRISTE VERDADE

Imaginou o som de bandolins ao notar a verdade solteira triste na soleira. Então, cantou como nunca cantara uma canção nascida no útero de outro século. A verdade veio. Se aconchegou grávida de seguidores natimortos .

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LENDO CUBA

Cubatão, atenta, E deixa eu ler-te  A sensualidade De moça de cócoras A brincar no óleo dos rios, Engrossando as coxas no dobrar do talhe, Pitos acesos nos cantos dos lábios. Em teu pescoço, leio a artéria verde Intensa de lírios. Acima do peito, leio-te o desejo, Nas tuas costelas beijo Sonhos de bem mais. Perto de teu baço, leio o luxo e o traço Nos largos imemoriais Onde a elite dantes bem se deleitou Filando o café quente com biscoito Pertinho do umbigo, leio Miquelina Que acendeu as luzes de sua morada Onde após seria o velho Anilinas. Leio mais, descendo o sul de teu corpo, E avisto povos fortes dos sertões Vindo para a indústria e se amalgamando À biodiversa cor cuipataense Das rodas dentadas marcando riquezas. Enxergo em teu sexo de delícias Festas de aldeia, blandícias, Com seus braços amplos, em passo gozosos, Índias, portuguesas, nordestinas, outras, Temperando o solo com sua alegria, E nos teus joelhos leio o sempr...

DE MINHA LAVRA

De minha lavra martelo perverso intrigando a fábula. Eu me espero nesta gigante solidão. Com fragilidade nos dentes, devoro frases selvagens cariando de ouro a boca. Como só me encontras nas nuvens da fábula, permito que me vejas, deste galho frágil onde pousas, linda como o canto das palavras chamuscadas e vivas.