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TRESPASSE

Se meu coração mais cagasse. Se meu intestino mais pensasse. Se o b(r)aço luar mais memb(r)açasse. Se esse vento solto aqui(v)e(n)tasse. Se meu rim n'o(rio)empedrasse. Se o meu pensar não ponderasse. Talvez se impuros terços Nestas rezas te me se... Te alcançassem...mas Lua baixa Meta lassa jaça Luáfora, minha Falácia..

AO LUAR NO CASTRO

Um vegetal não conseguia dormir, a avenida estava quase, o ar estava gélido, e ele avistou dois homens com um cão, aproximavam, pois, quem dera lhe dessem um cigarro de água ou dois. Um dos homens tomou a dianteira e arrancou o vegetal da raiz, que ficou sem esperança que lhe dessem um cigarro de água bom lascaram gasolina sobre seu caule, que iluminou a noite de súbito, o homúnculoutro ficou a contemplar as cinzas nas folhas do vegetal que voaram ao luar, chuvosas as asas de um anjo da guarda entregue a um pensar solitário no alto do Prédio Castro abandonara o vegetal passando a grafitar a cidade com frases em aramaico... ..não, em AMARaico...

O DES MATA

Na tela, desumanidades  zumbindo. A platéia é fantoche e ainda dorme acordada  esperando a moto com a droga delivery. A mão de um monge dobra  e se agarra à luz do foco. O Fulano Fu acorda a buscar  suada substância na luz que acaba. Um personagem de canto  não quer acordar. Sonha na Tela. No papel, a busca do Além-Território. No País Onde Enterram Direitos, ofertam pros Reformados Santos códigos sem benzimentos. Punem por amor. A Tradição do Des do In prossegue legal  nativa impermeável . O ator sobe na carroça.

PAREM OS DIÁLOGOS

(Parem os diálogos!  - Me passem aquele espetáculo  que está no outro lado da mesa?) - Mas é cozido de agora! - É. E daí. Máscaras Dada colam-tecem no palco olhares de vista fina  e cheiro de banheiro de suja pastelaria com um odor de esperma em corpos sutis com curvas como sinos e ouvidos lendo olhos ouvindo  nádegas museólogas de Velhinhas Lúbricas e Sapecas que cozem na cozinha aquele espetáculo,

EU QUERIA TE DIZER

Eu queria te dizer. Te observei  de um penhasco real ou de um fosso de papel desenhado por Crisântemo, um empetalado japonês, olhei um pouco abaixo de  onde há um anão gigante com safadeza nos olhos: eu, a te comer, Cleópatra, perdido numa revista de Carlos Zéfiro, de um museu antigo onde entravam poucos. A revista - um alçapão onde há desenhada uma nota musical que fode todas as linhas da pauta.

VENTO SALSO

Por vezes, voam palavras autônomas, quais aves-peste espíritos libertos, e deixam a sensação  de atravessar vitrais de vitrais  dentro de vitrais. A vida sendo doída face de igreja cariada. Há em mim o fervor de tecer religiões, destruindo-as depois. O caminho que sigo parado dá para um bar no lado onde a poesia é torresmática  servida com ovo cozido, e o espanto tem cheiro de alma com seios de santas de vitrais em movimentos sexuais.