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MINHA ESC

A escrita  em que concentro não sei se é de cá  ou de fora, se flui constante, ou se pára, indo embora. Em alguns minutos, o lábio do lápis/tecla nos soprará um tudo, sempre a versar-nos do nada.

FIM DO FORA

De versos em crise a casa que eu me fiz Ritmo infinito e mutante por dentro de mortes in(finitas) De ruínas a casa triste que eu me fiz clássica e moderna e mestiça Por fim o ser chegando à mesa quebrada No fim do fora o clarear que desfiz

O GANHO

Foi assim o ganho Antes da perda, Bebia o parágrafo, sinais exibindo Como ouro-papel, A letra ardia em gozo De beber um tempo doce e Fazia-se nos roteiros A pose, Dias e noites - personas Do ontem, mas onde o hoje? O hoje-angústia, como refleti-lo  No ser de ontens ladrilhado?

TRESPASSE

Se meu coração mais cagasse. Se meu intestino mais pensasse. Se o b(r)aço luar mais memb(r)açasse. Se esse vento solto aqui(v)e(n)tasse. Se meu rim n'o(rio)empedrasse. Se o meu pensar não ponderasse. Talvez se impuros terços Nestas rezas te me se... Te alcançassem...mas Lua baixa Meta lassa jaça Luáfora, minha Falácia..

AO LUAR NO CASTRO

Um vegetal não conseguia dormir, a avenida estava quase, o ar estava gélido, e ele avistou dois homens com um cão, aproximavam, pois, quem dera lhe dessem um cigarro de água ou dois. Um dos homens tomou a dianteira e arrancou o vegetal da raiz, que ficou sem esperança que lhe dessem um cigarro de água bom lascaram gasolina sobre seu caule, que iluminou a noite de súbito, o homúnculoutro ficou a contemplar as cinzas nas folhas do vegetal que voaram ao luar, chuvosas as asas de um anjo da guarda entregue a um pensar solitário no alto do Prédio Castro abandonara o vegetal passando a grafitar a cidade com frases em aramaico... ..não, em AMARaico...

O DES MATA

Na tela, desumanidades  zumbindo. A platéia é fantoche e ainda dorme acordada  esperando a moto com a droga delivery. A mão de um monge dobra  e se agarra à luz do foco. O Fulano Fu acorda a buscar  suada substância na luz que acaba. Um personagem de canto  não quer acordar. Sonha na Tela. No papel, a busca do Além-Território. No País Onde Enterram Direitos, ofertam pros Reformados Santos códigos sem benzimentos. Punem por amor. A Tradição do Des do In prossegue legal  nativa impermeável . O ator sobe na carroça.