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TUDO É E NÃO É NÃO

O que é confuso, Que recebe uso Mas também usurpa, Se equilibra E cai? Às vezes, chuta. E outras morre, vai. - Vai começar! Valente leão. E... um bom cuzão o amor quando às vezes vaza, faz canção e passa  como um canhão por sobre a flor do ser... - Ilusão de merda! Pergunta se não é motivo pra mais amar o amar? Pois tanta a esmaecida cor! Pois tanta a dor calada! - Brega! Talvez seja mais confuso O Homem do que o Amor Que nasce rechonchudinho, Como um vasinho de flor.. -Isso é um poema de andar.... Tem um belo sorrisinho Como a dona das rochas O amor quando encaroça... -Cacetada! poema-brocha! Vemos então suas costas Empinando os anais E a Amada com jeitinho Eterniza o que é fugaz. -Vai nessa! E se redobra o carinho, Vem beijinho, vem abraço, Com mais calor fica o ninho, E o amor fode embaraços. - Cazzo cazzo caralhazzo!

INCONSÚTIL

Foi quando saiu que irmanaram na gaveta pra sua morte as mil e uma letras sem comando prévio? Papel e caneta (ironia vesga) pediu, mas só teclas invisíveis ali pa(i)ravam (cavavam outro tempo). Lançou uma sombra na idéia dos dedos só pra alma gritar e juntar mais o corpo da vida.

CLAMOR TAMBORILANTE

Alimentam o poder deste tempo Ambições-metralhadoras Derrubando a pomba desnuda No beiral do Livro. O sangue traçando na vidraça Das mentes uma suástica esquecida. Não ouvem o clamor Pedindo o encontro Tamborilante do deus desconhecido.

À BEIRA

À beira do verbo fica, Isolado e lúcido, e depois criando com o semibreve corpo  uma música no corpo do papel À beira do verbo é solo escorregadio onde navega o papel, se distrai e sofre sua queda final, sendo levado seu farol num remoinho de linguagem, pra sempre pra sempre pra se.... talvez pra... talvez...t..

NÍVEL DE PoeSiA (PSA) NORMAL

A noite, encoberta de almas vomitando luas, Navega por oceanos de sonos e vigílias. A noite não é tão poética às vezes, E assassina Morfeu nos olhos. A noite boceja enquanto mira o exame, Que marca nível de P -oe- S -i- A normal Nos homens e  acha demasiado normal. Condenado às linhas mais um pouco.

ROER IRREAL

Nas periferias do ser Roer peles de memória Que se foram, Coinstruindo os laços Com as sonoridades Sem som, Naquele canto Não dessangrada a lenda Do amor, Ribombando as cordas, Semeando feridas, E mistérios fazem Batidas amanteigadas Na pele com tara De mitatoslogias. Nas periferias mulheres São-me sóis.

MINHA ESC

A escrita  em que concentro não sei se é de cá  ou de fora, se flui constante, ou se pára, indo embora. Em alguns minutos, o lábio do lápis/tecla nos soprará um tudo, sempre a versar-nos do nada.