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TUDO É E NÃO É NÃO

O que é confuso,
Que recebe uso
Mas também usurpa,
Se equilibra
E cai?
Às vezes, chuta.
E outras morre, vai.


- Vai começar!

Valente leão.
E...
um bom cuzão o amor
quando às vezes vaza,
faz canção e passa 

como um canhão
por sobre a flor do ser...

- Ilusão de merda!

Pergunta se
não é motivo
pra mais amar
o amar?
Pois tanta a esmaecida cor!
Pois tanta a dor calada!


- Brega!

Talvez seja mais confuso
O Homem do que o Amor
Que nasce rechonchudinho,
Como um vasinho de flor..


-Isso é um poema de andar....

Tem um belo sorrisinho
Como a dona das rochas
O amor quando encaroça...


-Cacetada! poema-brocha!

Vemos então suas costas
Empinando os anais
E a Amada com jeitinho
Eterniza o que é fugaz.


-Vai nessa!

E se redobra o carinho,
Vem beijinho, vem abraço,
Com mais calor fica o ninho,
E o amor fode embaraços.


- Cazzo cazzo caralhazzo!

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É TARDE E ESTOU DENTRO

Domingo, um dia de algum abril É tarde e estou dentro de mim e de um ônibus, falo alto por fora num silêncio por dentro, bem atrás, de onde o cheiro reverbera, rodeada de uma porção de moscas humanas, de uma porção de coisas, uma mendiga entre sacos de plástico sorri sem nariz. . Uma outra mendiga finge ser madame, com um poodle de papel francês: caniche, com latido em bolhas, do imaginário desfiado em sacos plásticos de mercado. No lado esquerdo do ônibus, um ruela zé cospe nela seu cérebro podrelíquido. . Quando desço, desce a consciência comigo, caminha comigo desde há muito, a me ensinar que o excesso de perfume pode esconder uma alma empoçada. e vice-versa, ou quase.

O CURSO DO RIO

Sei que o rio deve seguir seu curso. Mas preciso descansar entre as pedras correntes, As pedras cristalinas de seus olhos. Gostarias, sei, que eu movesse para ti Diamantes com lábios, algo assim. Mas quero-te foder a toda hora Com meus instintos de pedreira em sêmen.

PERTO E LONGE SEM TI

Estar longe de ti somente um dia É muito, mas começo para ter-me. Estar perto de mim a eternidade Desequilibra a alma, se esquecer-me. Estar? dificuldade que me afia. Ser já é em dúvidas quedar-me. Vigio na intenção de não perder-me. É te largar um modo de encontrar-me? Voltar? Não posso. Está passando o tempo. Só não sei onde, sei que é mais destarte. Se o tempo pára, sei que paro em ti, Amando ausente, mesmo a festejar-te. Sim, bem-amada, deixa o ser chorar-te. Cruze por terras muito, embora tarde. Estar perto de mim a eternidade, Sem ti, é como estar longe da Arte.