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AOS MAIORES QUADROS

Em lance virtual  de lado sobre a cama visito museus.  O teto balança o ventilador sobre cupins. Sinto a chegada do ar condicionado para me soprar ao corpo frias mensagens de alívio. O travesseiro entre pernas para alívio da pelvis the pelvis. Moça com Brinco de Pérola (Vermeer) na revista inclinada, boca entreaberta vira-se e me olha, quer me falar como a Johannes? Queria ir ver Guernica  e meter a zica na careta dela e nas janelas livres onde marquei sites, mas tou preso à jóia que é o mistério dela,  deusa de outras eras, seu risinho em quadro quer mostrar-me o quê? Se me levasse ao sonho onde guardo um pote para botar mortes. Queria ir ver O Grito quadro de Edgard e sua cor aflita, queria O Beijo  criação de Klimt volupiamarelo, ver ao menos duas colunas de Frida, por onde subiria ao espelho tão belo d a Frida total, mirar Os Amantes, quadro de Magritte onde o pano é fraco pra conter a flecha do gosto interdito, e A Ronda Notur...

TUDO É E NÃO É NÃO

O que é confuso, Que recebe uso Mas também usurpa, Se equilibra E cai? Às vezes, chuta. E outras morre, vai. - Vai começar! Valente leão. E... um bom cuzão o amor quando às vezes vaza, faz canção e passa  como um canhão por sobre a flor do ser... - Ilusão de merda! Pergunta se não é motivo pra mais amar o amar? Pois tanta a esmaecida cor! Pois tanta a dor calada! - Brega! Talvez seja mais confuso O Homem do que o Amor Que nasce rechonchudinho, Como um vasinho de flor.. -Isso é um poema de andar.... Tem um belo sorrisinho Como a dona das rochas O amor quando encaroça... -Cacetada! poema-brocha! Vemos então suas costas Empinando os anais E a Amada com jeitinho Eterniza o que é fugaz. -Vai nessa! E se redobra o carinho, Vem beijinho, vem abraço, Com mais calor fica o ninho, E o amor fode embaraços. - Cazzo cazzo caralhazzo!

INCONSÚTIL

Foi quando saiu que irmanaram na gaveta pra sua morte as mil e uma letras sem comando prévio? Papel e caneta (ironia vesga) pediu, mas só teclas invisíveis ali pa(i)ravam (cavavam outro tempo). Lançou uma sombra na idéia dos dedos só pra alma gritar e juntar mais o corpo da vida.

CLAMOR TAMBORILANTE

Alimentam o poder deste tempo Ambições-metralhadoras Derrubando a pomba desnuda No beiral do Livro. O sangue traçando na vidraça Das mentes uma suástica esquecida. Não ouvem o clamor Pedindo o encontro Tamborilante do deus desconhecido.

À BEIRA

À beira do verbo fica, Isolado e lúcido, e depois criando com o semibreve corpo  uma música no corpo do papel À beira do verbo é solo escorregadio onde navega o papel, se distrai e sofre sua queda final, sendo levado seu farol num remoinho de linguagem, pra sempre pra sempre pra se.... talvez pra... talvez...t..

NÍVEL DE PoeSiA (PSA) NORMAL

A noite, encoberta de almas vomitando luas, Navega por oceanos de sonos e vigílias. A noite não é tão poética às vezes, E assassina Morfeu nos olhos. A noite boceja enquanto mira o exame, Que marca nível de P -oe- S -i- A normal Nos homens e  acha demasiado normal. Condenado às linhas mais um pouco.

ROER IRREAL

Nas periferias do ser Roer peles de memória Que se foram, Coinstruindo os laços Com as sonoridades Sem som, Naquele canto Não dessangrada a lenda Do amor, Ribombando as cordas, Semeando feridas, E mistérios fazem Batidas amanteigadas Na pele com tara De mitatoslogias. Nas periferias mulheres São-me sóis.