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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LUA BAÇA LUA BAÇA


Agora, qual touromem na Guernica de dentro.
Cego Aderaldo e Cervantes no livro rasgado.
Ser uma guerra civil que nunca alguém viu.
O Grande Sertão está no sofá, marcado de palitinhos.
Deixei de lê-lo pela metade. Um mandacaru.
Tudo é tão importante, lua baça! Roxana
Com rugas belas ronronando nos olhos do retrato.
Olhos roucos: querubins de óculos pretos.
O dia foi salvo. Apesar da minha guerra civil.
Se eu fosse um curupira esconderia livros nas árvores de Manoel de Barros.
Mas sou apenas o que de repente entrou em curto-circuito quando leu Cioran.
Os faróis têm uma quentura salgada e na pele finalizam sentidos.
Na vida, as telas não param ou somente param em imagens sem saída.
Gosto de pensar na incompletude mas dói o completo fingido.
O sempre dói tanto apesar do seu reflexo de nuncas.


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