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domingo, 28 de junho de 2015

NAS ÁRVORES DE ONTEM

Quando cheguei em ti
com um hino roubado a Dionísio,
um raio roubado a Zeus,
um perfume roubado a Vênus,
estavas no enredo

Com a ajuda das Musas
criei para ti um tapete de poemas
a que deitasses mansamente
e sonhasses o que quisesses,
esperei....

Conhecemo-nos de novo,
Tu disseste, eu já fui tua,
Tu disseste isso e eu teci com palavras
nossa Igreja, pois, tinha fé
no que me disseste
por teu corpo e alma
e além

Olhei em teus olhos e me achei,
eu estava lá, Lúcia, eu estava lá
e o brilho de tuas retinas
formaram lagos nos quais me atirei

Cúmplices, em audácia,
voamos nas aves de fogo da aurora,
ao sabor dos ventos misteriosos
do superior afeto,

Sentamos nas árvores do amor
até que de dentro brotassem
nossas esperanças-flor
para o Jardim do Tempo
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